Sua startup tem usuários. Você tem renda. E ele não sabe por que cresce ou por que para de crescer.

Vi isso em diversas empresas em que trabalhei. E vejo isso toda semana em scaleups que estão no mercado há alguns anos.

O problema não é falta de dados. O problema é que ninguém mediu de forma consistente enquanto a empresa crescia.

E quando você quer saber como é o real funcionamento do negócio, você encontra isso: → Quantos usuários ativam nas primeiras 48 horas? Não sei. → Qual é o nosso churn mensal real, por segmento? Depende de para quem você pergunta. → Qual porcentagem usa o recurso que levamos três meses para construir? Silêncio constrangedor (ninguém sabe de nada).

Parece familiar?

Todo o funil – atração, conversão, ativação, recorrência e rotatividade – não é um luxo de uma grande empresa.

É o mapa de navegação para qualquer produto digital que queira escalar sem adivinhar. Sem esse mapa, a equipe de produto toma decisões com base na intuição. E a intuição, quando a empresa cresce, fica cara.

Se você é Gerente de Produto e está tentando convencer seu CEO ou CPO de que isso é importante, aqui está o verdadeiro argumento: → Não fale com ele sobre ferramentas. Fale sobre decisões. → Quanto custou o sprint do mês passado? → Sabemos se mudou alguma métrica? Se a resposta for “não sabemos”, aí está o caso de negócios.

Sobre a pilha técnica: não há uma resposta única.

Para a maioria das startups em fase de crescimento, Segmento ou Jitsu como camada de rastreamento, combinado com Mixpanel ou Amplitude para análise comportamental, cobrem 80% do que você precisa.

Se você tiver um grande volume ou precisar cruzar dados de produtos com dados de negócios, o BigQuery + Metabase ou Looker oferece o poder analítico que as ferramentas SaaS não alcançam.

O segredo não é escolher a ferramenta mais cara. É escolher aquele que sua equipe realmente vai utilizar e que permite responder dúvidas de negócio, e não apenas ver lindos dashboards.

Na Creditas implementamos a arquitetura de eventos do zero em um produto com milhões de usuários. Não foi fácil. Mas a partir daquele momento, cada decisão de produto teve um antes e um depois mensuráveis.

Na Enterticket, ter o funil instrumentado foi fundamental para entender o comportamento do usuário e começar a iterar melhorias na conversão de tráfego em leads e vendas.

Sem dados, levaria meses para que esse problema aparecesse em um Excel.

Se a sua empresa existe há mais de dois anos e ainda não possui um modelo de métricas consistente, não é um problema técnico.

É uma decisão pendente. E alguém tem que empurrá-lo.

Normalmente, esse alguém é o PM que entende que os dados não são para a equipe de dados – são para tomar melhores decisões sobre produtos a cada semana.

Você tem seu funil completo instrumentado? Ou você ainda está na fase “nós pensamos…”?

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Paulo Bischof
Paulo Bischof
CTO · Product Manager · Software Developer
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