💻🍏 A nova versão do macOS e a síndrome de Frankenstein UI

Estou usando a versão mais recente do macOS há alguns dias e não posso deixar de notar uma coisa: a Apple perdeu alguns dos cuidados visuais que o tornavam único.

Detalhes como esquadrias sem simetria, bordas mal adaptadas ou inconsistências entre o modo claro e escuro... dão a impressão de um sistema que não passa mais pelo mesmo filtro da obsessão pelos detalhes.

Ainda ontem assisti novamente aquele vídeo lendário de Steve Jobs, quando ele voltou para a Apple e decidiu eliminar dezenas de iniciativas sem sentido de longo prazo (como o projeto OpenDoc) para redirecionar a empresa para o que é essencial.

E não pude deixar de pensar que a Apple parece estar novamente naquele mesmo ponto, onde o acúmulo de recursos e camadas de design sem coerência começa a diluir a experiência que antes definia a marca.

👉 A lição: o design não é medido pelo que você adiciona de novo, mas pelo que você mantém consistente. Pequenos descuidos visuais costumam ser o primeiro sinal de um endividamento mais profundo do produto.

Mesmo assim, a Apple continua a ser uma fonte de inspiração constante, pela sua visão, pela sua cultura de produto e pela sua capacidade de se reinventar.

Paulo Bischof
Paulo Bischof
CTO · Product Manager · Software Developer
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